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"Um especialista é aquele que explica algo fácil de maneira confusa, de tal modo que faz você pensar que a confusão é culpa sua."
(Jack Biblot)
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sexta, 28.10.05

A CPI que não é transmitida

Tá rolando no mercado um e-mail anônimo, que teria sido escrito e enviado ao Congresso Nacional por um irritado dono de uma das trinta corretoras de valores que tiveram seus sigilos bancários quebrados a pedido da CPI que investiga suposto esquema dos fundos de pensão com o caixa 2 do PT.

O conteúdo do e-mail é praticamente um dossiê, uma série de denúncias dos esquemas de corrupção do PFL, PSDB e PMDB - os mais recentes paladinos da moralidade - com fundos de pensão nos últimos anos. Garotinho, Cesar Maia, Daniel Dantas, ACM, Azeredo, Aécio Neves, Álvaro Dias, Mendonça de Barros, FHC. Sobrou pra todo mundo.

Apesar de muitas dessas informações não serem nenhuma "novidade" para aqueles que estão dentro do mercado, o peso dos nomes envolvidos tornará pouco provável que à partir dele se faça alguma investigação mais séria e profunda. O mais provável é que as informações sejam utilizadas como "moeda de negociação" e depois devidamente "esquecidas" com o tempo. Afinal, o único e verdadeiro interessado na investigação é quem menos importa nessa história toda: o povo brasileiro.

Ao
Congresso Nacional


Ref.: Verdades e envolvidos nas denúncias dos Fundos de Pensão e Instituições Financeiras - Denúncias contra o roubo feito pelo PSDB e PFL:

Sou corretor de valores a mais de 25 anos e ao longo de minha jornada construí uma corretora que se destaca não só pelo lado empresarial, mas também pelo respeito entre seus pares como uma empresa séria e correta que emprega mais de 120 chefes de família.
Não posso por isso aceitar passivamente que tudo o que construí seja jogado na sarjeta e que se faça uso político de toda uma classe em prol de eleger um bode expiatório para um problema que nem de longe está sendo levado com seriedade. O pior é que aqueles que agora posam de acusadores foram os que mais tiraram proveito do sistema nos ultimos 20 anos.
Assistir o sr. ACM Neto se colocar acima do bem e do mal como um paladino chega a ser ridículo sabendo da história de seu avô e os asseclas nos fundos vinculados à Eletrobrás. E o PSDB que durante anos esgotou todos os recursos possíveis dos fundos em esquemas não só de privatização como de dia-a-dia. No governo Eduardo Azeredo foram feitos os maiores esquemas de uso dos fundos de pensão de Minas Gerais. Vou citar aqui vários fatos que, de dentro do mercado, tomei conhecimento ou participei, dando a direção para que vocês possam evitar serem tratados como ladrões. É uma troca honesta, vocês se defendem e com isso acabam mostrando que o problema não são as corretoras.
Antes de começar é importante resssaltar que a natureza de nosso negócio, assim como os bancos, é obter lucro intermediando negócios. É claro que se do lado do cliente houver um grupo mal intencionado fica muito mais fácil, mas nossa papel é sempre passivo e depende do primeiro passo do cliente.
Vou dividir minhas colocações em itens pois acredito que assim fique mais fácil de passar os pontos.

1- Credibilidade e Fonte das Atuais Denúncias:
A principal fonte das acusações pelas quais se baseiam os Dep. ACM Neto e Eduardo Paes são as matérias publicadas no jornal Correio Brasiliense com base nas orientações do senhor Alexandre de Athayde. Este senhor é famoso e conhecido no mercado financeiro como chantagista e se especializa em extorsão. Com a CPI ele e o jornalista Ugo Braga se aliaram alguns deputados mal intencionados e estão fazendo uso das táticas comuns de tirar proveito das CPIs: ligam para as corretoras pedindo dinheiro e informando que vai sair matéria no dia tal, se não pagar incluirão o nome da corretora na lista das que serão investigadas. Foi assim com as primeiras 11 e assim será com as próximas. Será que ninguém percebe que apenas o Correio Basiliense publica antecipadamente essas listas e que elas passam a ser seguidas pela CPI? Que coincidência!
A declaração de I.R do sr. Alexandre demonstra claramente a situação financeira de tão confiável "fonte". Se alguém tivesse se dado ao trabalho de checar a fama desse sujeito no mercado jamais daria credibilidade as suas acusações pois ele tem dívidas declaradas contra várias das corretoras que acusa. Acusações que negou em depoimento à P.F;

2-Relação Lúcio Funaro/PMDB Garotinho/PRECE:
Não podemos também deixar de destacar a estranheza que causa a oposição não querer ir mais fundo na relação de Lúcio Funaro com Garotinho e a Fundação Prece. Funaro é pessoa instável e seu depoimento revelaria uma relação muito lucrativa com o candidato Garotinho. Peçam a quebra do sigilo da Fundação da CEDAE, a PRECE. Verão que o fundo está quebrado pelas operações feitas por Funaro, com os ativos precificados artificialmente para mascarar os verdadeiros dados. Chamem o gerente de investimento o Sr. Paulo Martins, ex-funcionário de confiança da Quality Gestão de Recursos. Esse vínculo ligará Lúcio e os sócios da Quality, ligando também o PMDB de Temer (Quality) e o de Garotinho (Funaro). Pergutem ao sr. Paulo Martins quem administra, de fato, os fundos exclusivos da fundação e depois confirmem isso com os bancos. Não será surpresa que vocês cheguem em Funaro.
Por que não convocaram Funaro ainda? Porque sua convocação significará a justificativa para várias outras que não interessam a oposição e, principalmente, a Garotinho que tem todo os recursos desviados do estado remetidos ao exterior por Funaro desde do estouro do Propinoduto. Engessar Funaro é engessar Garotinho. Essa relação com o grupo de Temer também rendeu frutos na Fundação do BRB de Brasília, a REGIUS. O apoio do grupo Temer/Garotinho a não cassação do mandato de Roriz custou a constituição de um fundo exclusivo de mais de R$ 50.000.000,00 na Quality, o maior até hoje administrado por eles e que teve operações tão lesivas que foi obrigado pelo conselho da fundação a ser transferido, levando a enormes perdas. Investiguem e quebrem o sigilo deste fundo e convoquem o diretor financeiro da REGIUS sr. Vasco e o ex-gerente financeiro o sr. Marcelo Queiroga. Perguntem por Funaro e as operações. Uma acareação entre Funaro, Paulo Martins e Queiroga daria frutos interessantes;

3-Gestão dos Fundos de Pensão Mineiros no Governo Eduardo Azeredo:
Os tão agueridos parlamentares do PSDB dvem ter se esquecido do que passou em Minas durante o governo Azeredo. Os fundos de pensão do BDMG e o PREVIMINAS eram administrados unicamente para fazer caixa. Quebrem o sigilo das operações e convoquem os srs. Nivaldo da Fundação do BDMG e Darlan da PREVIMINAS. Uma conversa com eles, principalmente com o sr. Darlan permitirá saber que tudo o que acusam hoje os petistas era prática corrente em Minas
a mais de 8 anos. Perguntem pela indicação do sr. Sérgio para o cargo de gerente da PREVIMINAS, quem colocou ele lá e porque ele saiu. Não será surpresa se aí aparecerem laços com Marcos Valério. O sr. Nivaldo também pode acrescentar importantes informações a respeito da nomeação na diretoria da fundação DESBAN do sr. Luis Pinho, ex-diretor do Banco Emblema e com relacionamento próximo com Valério;

4-ACM - Fundação ELETROS - Real Grandeza - NUCLEOS:
Essa é uma das mais irônicas. O PFL acusa e condena o atual governo mas não olha para o próprio passado ao acusar: O sr. Benito Siciliano foi conduzido ao seu cargo na Fundação Real Grandeza pelos diretores de Furnas indicados pelo sr. ACM. Ele foi condenado recentemente por operações irregulares feitas durante o período em que ACM foi o manda-chuva na Eletrobrás e tinham o objetivo de abastecer o PFL. Todo mundo no mercado sabe que no governo anterior se roubava muito mais na Real Grandeza. Convoquem Benito e pergutem quem o colocou lá. Verão que as operações irregulares mais agressivas eram feitas na época das campanhas. Isso é fato; durante a gestão de ACM na Eletrobrás a Fundação Eletros fez uma sériede operações irregulares com opções sobre futuro na BMF que tinham o objetivo de pagar o assento do diretor Márcio Cavour e o gerente Luiz Guilherme Nobre Pinto. Essas operações geraram milhões. O sr. Luiz Guilherme é filho de Oswaldo Nobre Pinto, muito ligado a ACM. Voltando alguns anos atrás descobriremos que o maior escândalo da história da fundação bate com a chegada de Luiz Guilherme e Cavour. Em 95 toda a mesa de operações foi demitida por justa causa e Luiz Guilherme foi promovido a gerente. Convoque-os e os senhores ficarão surpresos com as coincidências; . As atuais acusações contra a Nucleos são pouco perto do que foi feito durante a época de ACM. A diretoria do período 1993-1996 foi, em conjunto com os gerentes, retirada pelo conselho que colocou em seu lugar em auditor dado o volume dos roubos. Eram feitos em todos os mercados e conhecidos por todos. O que foi feito hoje chega a ser ridículo;

5-ACM - Daniel Dantas:
Essa todo mundo sabe mas tem que ser mais bem explorada. Daniel Dantas é cria de ACM e administra boa parte do caixa dois dele e do PFL. Basta aprovar a quebra do sigilo do fundos estrangeiros do Opportunity que aparecerão muitas figuras conhecidas do partido. Não é por acaso o interesse do senador Heráclito em proteger Dantas e o sigilo de seus fundos. Quebrem e cruzem os dados. Chegarão nos doleiros, principalmente Dario Messer, e chamando estes nas contas concentradoras de ACM e do PFL;

6-César Maia - Rodrigo Maia - Banerj:
Quem como eu já trabalhava no mercado financeiro no final dos anos 80 e início do 90 lembra bem que o hoje deputado Rodrigo Maia era funcionário do sr. Daniel Dantas quando ele ainda dirigia o Banco Icatu. Fazendo o que? Área comecial dos fundos de pensão, ou seja, cooptando os fundos para as operações que ele hoje acha absurdas. Um levantamento dos fundos que ele atendia na época vai dar claras coincidências com relação aqueles fundos que viriam a participar dos esquemas orquertrados posteriormente pelo senhor Daniel Dantas. O mais irônico, no entanto, eram os préstimos oferecidos "por fora" pelo Rodrigo. Nessa época, em face do escândalo dos cheques ao portador que explodiram no CollorGate, as instituições financeiras passaram a ser obrigadas por portaria do BACEN a emitir apenas cheques cruzados em preto, unicamente para depósito direto na conta corrente e não endossáveis, que impediam o saque na boca do caixa. O Banerj era então um banco que concentrava muitas contas de distribuidoras de valores e corretoras que não podiam mais utilizar laranjas para sacar as operações. Rodrigo então, singelamente, oferecia seus favores: papai Cesar Maia havia sido presidente do banco e ainda tinha lá dentro asseclas que conseguiriam o endosso do cheque e o saque do mesmo na boca do caixa na agência Central do banco, na Av. Nilo Peçanha esquina com Av. Rio Branco no centro do Rio. Claro que esses serviços tinham um custo, basta reavivar a memória do deputado: 3% do valor do cheque. E assim, pelo menos até 1996, Rodrigo e o atual prefeito fizeram um bom pé de meia;

7-César Maia - PREVIRIO:
Como eu já estava dizendo o knowhow da bancada PFL-PSDB é imenso até porque ainda está funcionando. O Instituto de Previdência dos Servidores da Prefeitura do Rio de Janeiro - PREVIRIO, é o maior fundo previdênciário do servidor público do país. Desde sempre tem sido alvo das mesmas operações que hoje são investigadas pela CPI, compra e venda de títulos federais e outros. Já tarimbado na arte, a única diferença é que a equipe de Maia, dado o elevado volume que administra, pode receber comissões percentuais menores que, ainda assim produzem altas somas. Peçam a quebra de sigilo das corretoras Ágora-Senior, geração Futuro, Fator, Santander, Bradesco e outra grandes que operam com a PREVIRIO e as informações aparecerão. Convoquem os diretores do instituto e solicitem a eles informações sobre o modelo operacional da PREVIRIO e como eles operam, ficará claro que é exatamente igual ao dos fundos federais que são acusados, com um agravante muito sério: ferindo gravemente a legislação previdênciária nem todos os recursos repassados ao instituto são efetivamente pagos, muitas vezes os valores são apenas contábeis e os recursos da aposentadoria dos servidores são utilizados no caixa da prefeitura, colocando em risco os ativos e contrariando a lei em muitos aspectos. É o que chamamos no mercado de "saco de gato", basta auditar.

8-FHC-Ricardo Sérgio-João Bosco Madeiro-Tasso Jereissati-PREVI ano 1998:
Deveria ser aproveitada essa quebra de sigilo da Safic corretora e da Planner e retroagir até o ano de 1998. Nessa época o diretor da PREVI era o senhor João Bosco Madeiro, processado em diversas instâncias pela sua passagem na PREVI. Ele e a diretoria que por lá passou tiveram os objetivos de roubar a PREVI e atuar no apoio as privatizações. Bosco colocou como gerente da mesa de operações o senhor Martônio, que por sua vez aliou-se aos lobistas Haroldo de Almeida Rego e Claudio Henrique, donos das corretoras Safic e Planner. Desta forma e em todos os mercados a PREVI diariamente operava enormes quantidades de contratos futuros de IBOVESPA nestas corretoras e até na hoje execrada Bônus. Em determinados dias os lucros ultrapassavam a casa do milhão de dólares e fez com que essas corretoras passassem do ostracismo para o topo do ranking de negócios das bolsas. Os lucros eram tão monstruosos que até eventuais vantagens que os escondessem eram aproveitadas: por causa de uma liminar que suspendeu a cobrança da CPMF em São Paulo durante alguns meses de 1998, foram abertas contas de laranjas em agências de SP impedindo assim que o movimento chamasse a atenção da Receita Federal. A CVM chegou a abrir processo que foi devidamente arquivado depois por pressões do tesoureiro Ricardo Sérgio, responsável direto pela nomeação de Bosco para a PREVI e grande controlador do esquema.
Ricardo Sérgio era na época diretor internacional do BB e apresentou os irmãos Carlos e Tasso Jereissati a Bosco para que o grupo LaFonte, da família Jereissati, pudesse comprar a hoje Telemar durante a privatização do grupo Telebrás. Basta chamar Ricardo Sérgio, Bosco, Martônio, Haroldo e Cláudio Henrique, retroagir a quebra do sigilo, pedir a Bolsa de Mercadorias e Futuros os mapas de operação da época e o porcesso da CVM, se é que ele ainda existe, e verificar os nomes que unem todas essas pessoas. Naqueles tempos todos os cuidados eram menores, assim como as preocupações em esconder vínculos. Acredito que a relação Bosco-Jereissati nem vai ser negada pois é sabido por todos de mercado dos encontros contantes tanto do senador Tasso quanto de Carlos Jereissati no escritório de negócios mantido por Bosco em nome do filho na Rua 7 de setembro 77, andar 17 no RJ. Essa empresa é uma fachada legal para uma atividade ilegal: facilitar a aplicação de recursos de caixa dois no exterior. A empresa se chama GlobalStation e a coisa é tão descarada que tem até site na internet. Essas operações da Previ são uma casa de maribondos para o PSDB. Uma pressão nesta direção vai deixa-los sem essa imagem de paladinos da moralidade. Roubaram sim e ainda são amigos do ladrões;

9-Mendonça de Barros - Link Corretora-PSDB:
Como corretor não posso deixar de destacar um dos maiores "fenômenos" empresariais do mercado financeiro em anos: a Link Corretora. Do nada os filhos do ex-ministro Mendonça de Barros fizeram a maior corretora de mercadorias o país. Enriqueceram como poucos corretores conseguiram graças ao empurrãozinho do papai. Em 98 eles ficaram sabendo antes de todo mundo a respeito da maxi desvalorização do real. Tomaram posições comprando grande quantidade de contratos futuros de dólar na BMF e obtivaram ganhos absurdos. Diz-se que na casa dos US$ 100 milhões. Como são filhos de banqueiro aproveitaram a experiência e estrutura do papai para eliminar os laranjas e colocar os resultados nos fundos offshore da família. Como resultado acharam um filão. Para vender a imagem de corretora diferenciada, que não opera com fundações, apenas bancos e clientes estrangeiros, montaram uma robusta e profissional estrutura para lavar o dinheiro do PSDB. Assim como Garotinho tem Funaro o PSDB tem a Link. No governo FHC eles aproximavam os fundos de pensão dos bancos e, em troca da constituição de grandes fundos exclusivos, faziam mirabolantes operações de balcão, as famosas opções flexíveis, passadas dentro da BMF, onde, é claro, são conselheiros e gozam de muita força. Essas operações são as mesmas que o PSDB e o PFL querem investigar hoje. Essa estrutura permitiu a Link fugir da vinculação direta com as fundações no dia-a-dia, pois pelo menos em teoria ela operava para os bancos apenas e não deveria saber quem eram os verdadeiros quotistas dos fundos.

Brilhante do ponto de vista de mercado. O problema é que esses altos lucros precisavam ser descarregados em algum lugar e foi nessa hora que a Link ampliou seu volume de operações com clientes estrangeiros. Vejam bem que coincidência: quando as operações com fundos nacionais vinculados as fundações cresciam, cresciam também os fundos offshore onde eram colocados os resultados favoráveis. Se forem bem investigados esses fundos revelarão onde está o caixa dois do PSDB. Vocês ficarão surpresos ao perceber que as maiores corretoras que negociam nos mercados de balcão as opções flexíveis sobre futuros são a Link, dos Mendonça de Barros, a Liquidez, de Arnaldo César Coelho (irmão de Ronaldo César Coelho e um dos banqueiros do partido, vítima de um escãndalo a dois anos atrás relativo a lavagem de dinheiro que foi devidamente abafado) e a Ágora Senior para onde o grupo que cuida do dinheiro no partido tem transferido uma parte das operações.

Quebrar sigilo sem incluir esse pessoal seria muita inocência do governo;

10-Haroldo Pororoca - Senador Álvaro Dias:
É engraçado como alguns homens públicos tem pouca memória. Na eleição que concorreu ao governo do Paraná em 2002, o senador Álvaro Dias tinha como grande cabo eleitoral o senhor Harolde de Almeida Rego, que pedia doações e prestava favores ao mesmo, principalmente o de alugar e emprestar jatinhos, notadamente o King Air dele próprio. Acusar tão "leal" amigo agora parece ser injusto;

11-Aécio Neves - Fundos de Pensão Mineiros - Lavagem:
Todo o mercado sabe que os fundos de pensão dos estados de MG e SP são grandes arrecadadores do PSDB. Em SP o gerente da fundação CESP conhecido por Mônaco comanda as operações de uma fundação que é uma das cinco maiores do país. Em MG Aécio tem a assessoria de Roberto Brezinsky, amigo seu e operador antigo do mercado financeiro, muito ligado a Benito Siciliano da Real Grandeza e que largou tudo para comandar o esquema em MG. Esses são fatos, agora descrevo um boato contado a boca miúda no mercado: dizem que Aécio é o fianciador do crescimento empresarial de Roberto, aproximando ele de Alexandre Accioly, como precisava de uma canal para esquentar os ganhos Accioly foi chamado pois tinha a origem legal de recursos que precisavam. Por isso Roberto é sócio em tudo que Accioly abre e os negócios tem sempre a ver com mídia e diversão dada a facilidade de inventar receitas nesta área (Valério que o diga!). Agora estão investindo em academias de ginástica, que assim como colégios são reconhecido negócio para esquentar dinheiro. Como já tem restaurantes de alto luxo (o Gero do RJ), rádios e agora as academias o grupo contaria com uma verdadeira máquina de lavar dinheiro.


Finalizo deixando claro que não sou santo. Tenho, no entanto a certeza que sempre mantive um mínimo de ética profissional, assim como a maioria de meus pares, no sentido de ganhar o máximo sem prejudicar as instituições. Não cairei como bandido no meio de aves de rapina que sempre tiraram proveito do mercado e que agora se aproveitam dele destruir esse governo.

Se o PT e os seus aliados pecaram, esse pecado foi na falta de profissionalismo como foi conduzido o processo e, sinceramente, a bancada do governo não pode assistir passiva a oposição passar como saneadora dos fundos e do mercado. Se a eles forem permitidas medidas "saneadoras", eles prejudicarão a toda a indústria.

Não se pode quebrar o sigilo de uma lista determinada de corretoras ou distribuidoras sem convocar as bolsas. O mercado é feito de escala e o grande roubo está nas grandes corretoras. É preciso quebrar o sigilo da Àgora Senior, Link, Liquidez, Concórdia (afinal a corretora de um Ministro de Estado não deveria prestar serviços para fundações de estatais não é?) e de todos os grandes bancos, pois são eles que compram para suas tesourarias os títulos que depois são, através das corretoras, revendidos aos fundos de pensão. Qualquer análise operacional vai constatar que os títulos são comprados pelos bancos poucos dias antes da revenda as corretoras, tendo a certeza do lucro. Bradesco, Pactual, Itaú e outros são os grandes ganhadores e até agora ninguém falou neles.

Da minha parte contem com minha memória e minha voz para auxilia-los. É uma troca que julgo justa: defendam os pequenos checando as informações
que envio e continuarei a mandar farto material.

Atenciosamente,

Operador


Psycho :Q~~ [28: 1]

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